Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Face Oculta ou Doutrina Oculta?!



Os acontecimentos tornados públicos sobre os contornos do processo “face oculta” enquadram-se plenamente, na forma e no conteúdo, com os escândalos semelhantes, que envolvem responsáveis políticos equivalentes, anteriormente tornados públicos, entre eles, recordo, o caso Freeport. Em todos eles, há suspeitas que um conjunto de políticos, recentemente formados, mais ou menos rurais, participam em processos paralelos ao normal andamento democrático das decisões, em favorecimento de ocultos, e em detrimento daqueles cidadãos contribuintes expostos.
É notório que existe um mercado político paralelo, baseado no efeito "mão oculta", mas influente, da política. Parece também haver uma prática de ciência política oculta, vários discípulos, um novo sistema de apoio à decisão e alguns estudos de caso para a justiça e talvez, mas com reservas, para algumas universidades. As origens deste modelo conceptual parecem advir de um reconhecido autor, que originou a célebre frase "é uma questão de fazer as contas", António Guterres, e criador do guterrorismo, uma doutrina oculta
Uma retroanálise superficial permite concluir que, com o decair da doutrina do cavaquicinismo  e a ascensão ao poder de Guterres, desapareceu o equilíbrio bipolar entre as duas grandes potências políticas de posição hegemónica, PS e PSD. O enfraquecimento temporal dos últimos, permitiu que rurbanos discípulos, saíssem então da «periferia» a caminho de Lisboa, aqueles que hoje praticam a doutrina guterrorista, que definhou numa ideologia socialista de predomínio sobre tudo e todos, moralmente superior, o socretinismo. Não, não é doutrina o socretinismo! É mesmo ideologia porque pressupões um movimento de massas! Mesmo que Sócrates queira afirmar moralmente a sua ideologia ela não passará disso mesmo. Mas, apesar disso, deve-se «reconhecer» que a prática do modelo "face oculta" esta ligada à grande rede de poder do triângulo constituído pela imprensa (controlo da opinião), Estado (empresas e instituições públicas) e justiça (a falta dela). Se repararmos, a suprema legitimidade moral do socretinismo permite encarar alguns inimigos com toda a confiança. Já silenciou desde a imprensa aos maiores inimigos. Para os autores do modelo de pensamento, o que julgam que de pior lhes poderá acontecer é o arrastar de processos, saindo da prática doutrinária e ideológica pela porta grande do juízo público.
De facto, o resultado deste enquadramento, exprime-se por uma ameaça volátil e invisível, baseada no softpower da influência, provocando uma guerra assimétrica, onde prevalecem homens muito domesticados e pouco formados ou formados à posteriori, caras bonitas sem conteúdo, isto é, um conjunto de pessoas insignificantes – uma corja - que perante o poder electrificante, se deixaram seduzir pelo mesmo e por tudo que de mais podre ele tem, tentando dominar tudo e todos.






Mas, a mais sublime confiança no nosso frágil sistema democrático, baseado no voto de um povo cada vez mais doutrinado pela cabeça própria, mesmo com um enquadramento político uni-multipolar dominante, permite acreditar que a justiça não tenha, no futuro, um papel assistencial - tipo bombeiro - mas que  coloque em prática um plano de contraguterrorismo salvaguardando a soberania das decisões, desmascarando estes ciêntistas da política oculta, fazendo com que os mesmos se entalem, não na porta grande, não na porta pequena, mas no buraco em que mergulharam o país ao longo de década e meia.
Mesmo que a justiça não funcione ou se atrase nas decisões, amenizando assim a culpa moral desta organização pelo esquecimento das massas, a acção de contraguterrorismo mais consequente pode não passar por combater os guterroristas, mas as ideias que os movem.
A «arma das ideias», numa conjuntura politica uni-multipolar, de contrapeso ao guterrorismo que tende a balcanizar o nosso país pelo cientismo do oculto, mesmo por falha da justiça, também possui um grande espaço exterior batalha, com os mesmos fundamentos da luta pela liberdade e pela democracia, sem recorrer à «Intifada». 




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