sexta-feira, 25 de junho de 2010

200%FFF


O Protocolo "200% FFF", assim denominado, que recentemente foi celebrado entre quase todas as Juntas de Freguesia do Concelho de Barcelos e a Câmara Municipal liderada por Costa Gomes revela muito daquilo que se previa ser a capacidade governativa da actual Câmara Municipal tendo em conta alguns e principais protagonistas, isto é, 200%FFF – 200%Fraca; 200%Falsa; 200%Falhada.    
Em primeiro lugar, a elaboração e «arquitectura» primitiva do próprio documento, revela desde logo a falta de profissionalismo, conhecimento e sensibilidade política.
De uma leitura superficial do documento logo se percebe que tem erros grosseiros relativamente a competências a delegar e daí se conclui que, por um lado, não se olha a meios nem capacidades para atingir os fins, por outro o desconhecimento das competências de cada um dos órgãos, Câmara Municipal e Presidente de Câmara Municipal.
Mesmo sem saber o que se está a fazer, ao documento deve-se agravar a astúcia de quem encostou à parede os senhores presidentes de junta, pela necessidade de dinheiro para a resolução dos problemas imediatos das pessoas, não mais é que uma cobardia política de quem tem o poder na mão.
Também se percebe daqui que Costa Gomes tem «dificuldades» e não se quer incomodar a responder a centenas de oficios das 89 juntas de freguesia, a solicitar a resolução dos problemas dos barcelenses.
O próprio principio do verdadeiro FFF - Fundo Financiamento Freguesias, pressupõe uma contagem de «cabeças» e tipologia de cada freguesia. Não é correcto duplicar a verba para se distribuir competências que nada têm a ver com principio base do fundo. Quem garante que duplicar o FFF é suficiente para a resolução dos problemas relativos às novas competências? Quem garante que 200%FFF para uma freguesia esta-se a gerir bem os recursos? Será que umas não precisam de 300%FFF e outras apenas 150%FFF?
O que mais me deixa perplexo é de que forma serão feitos os actos públicos e a aquisição de bens e serviços pelas junta de freguesia. Esta leviandade parece ter alguma familiaridade com o que chamaria «porta do cavalo», e aí, o problema é mais complexo.


Com o decorrer do tempo de mandato acredito que os responsáveis por este documento e mais os autores da ideia, certamente se vão aperceber do falhanço de tal «coisa» que fizeram. Para bem de Barcelos espero que a «coisa» corra bem.